Rebeldes não aceitam anistia de Hugo Chávez
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de novembro de 2002
Agência EFE 
Caracas Os oficiais rebelados rejeitaram a possibilidade de anistia oferecida pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, e manifestaram sua intenção de convocar uma ''greve geral indefinida'' sem o apoio da aliança opositora do país, para provocar a queda do Governo.
O diário ''El Universal'' de Caracas informou ontem que o general de Brigada Néstor González González assegurou que a ''anistia'' não tem sentido, porque ''não há crime'' na atitude de ''desobediência legítima'' assumida por ele e seus 13 companheiros de armas em 22 de outubro. Segundo o diário, o oficial rebelde acha que ''quem deve conceder-se uma anistia é o próprio presidente (Chávez), renunciando'' ao cargo.
Marcha da oposição A Coordenadora Democrática (CD) realizará uma marcha segunda-feira até a sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para solicitar um referendo consultivo sobre a renúncia do presidente Hugo Chávez, confirmou seu dirigente Jesús Torrealba à AFP.
Para solicitar o referendo, a CD apresentará 1,5 milhão de assinaturas junto ao CNE, disse Torrealba. Para a convocação do referendo são exigidas 1,2 milhão de assinaturas.


