France PresseTreinamentoMilitares albaneses treinam para enfrentar a violência dos rebeldesUm grupo de desconhecidos matou, na noite de quinta-feira, seis pessoas de uma mesma família no povoado de Fushe Kruje (Centro da Albânia), anunciou ontem a agência de notícias albanesa ATA, citando fontes policiais.
Pouco antes da meia-noite, os desconhecidos invadiram a casa da família Gjoka e metralharam o casal, suas duas filhas, seu filho e sua nora. O massacre pode ter sido motivado por vingança ou roubo, segundo a polícia.
De acordo com o Ministério do Interior, em Fieri (Sul), uma mulher de 40 anos e seu filho foram mortos a tiros; em Lac (Norte) e Lushnja (Sul), dois homens morreram em ajustes de contas; e em Mallakastra (Sul), um dos homens que tentavam roubar um caminhão-tanque com combustível morreu na explosão do veículo, que deixou quatro feridos.
Em Tropoja (Norte), as dependências do Partido Democrático do Presidente Sali Berisha e do Partido Socialista (ex-comunista) foram incendiadas, mas não houve vítimas.
Em Tirana, o quartel geral da polícia anunciou em um comunicado que ‘‘várias barreiras policiais haviam sido atacadas por delinquentes’’.
Em Roma, anunciou-se ontem que a força multinacional de proteção deverá ser enviada para a Albânia dentro de duas semanas, O general italiano Luciano Forlani foi nomeado comandante da força, segundo o comunicado.
Refugiados A Itália, artífice da força multinacional de proteção à Albânia, recebe há três semanas, em meio à indiferença e à xenofobia, milhares de albaneses que fugiram de seu país em plena crise, em busca de uma sociedade que lhe ofereça melhores condições de vida.
Desde 13 de março passado, mais de 13.000 albaneses somaram-se aos 64.000 que, segundo dados oficiais, já residiam na Itália, formando a primeira colônia estrangeira depois da do Marrocos (119.000 pessoas).

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