Oito turistas ocidentais assassinados e seis liberados é o balanço final de um ataque rebelde ocorrido em um parque do sudoeste de Uganda segunda-feira, anunciou ontem o alto comissariado britânico em Kampala. A informação foi ao mesmo tempo anunciada em Londres pelo ministério britânico das relações exteriores, precisando que houve um tiroteio entre forças de segurança ugandenses e rebeldes, provavelmente hutus ruandeses, no acampamento turístico de Buhoma, no parque nacional de Bwindi.
O Foreign Office acrescentou que os corpos de cinco turistas foram encontrados no local do tiroteio e os outros três foram achados mais tarde nas proximidades.
O chefe de imprensa do alto comissariado britânico, Simon Bond, disse em Kampala que foram no total 14 os turistas sequestrados e que não resta nenhum refém em mãos dos sequestradores.
Relatou-se que 150 rebeldes armados com machados, lanças e fuzís AK47 participaram ontem de madrugada no ataque. Eles cercaram os turistas, que estavam baseados em diversos acampamentos, e em seguida selecionaram os que iam sequestrar. Segundo fontes diplomáticas, evitavam pegar franceses e queriam os anglo-saxões.
Depois do ataque, os rebeldes partiram a pé pela selva de Bwindi com os reféns rumo à República Democrática do Congo (RDC) vizinha.
O exército ugandense chegou e saiu em perseguição do grupo rebelde.
Os turistas sequestrados eram seis britânicos (um deles com dupla nacionalidade britânica e neozelandesa, três neozelandeses, três americanos, um canadense e um australiano, segundo o Foreign Office.
A diplomata francesa Anne Peltier, que se achava no acampamento onde houve esse ataque, disse á BBC ter negociado a liberação de todos os franceses presentes e de todos os australianos salvo um.
O ministro ugandense da defesa, Steven Kazuma, manifestou sua indignação ‘‘ante estes atos bárbaros de terrorismo’’ e anunciou reforço das medidas de segurança.

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