AbidjanOs soldados rebeldes que controlam a metade norte da Costa do Marfim descartam um cessar-fogo e insistem que o presidente do país, Laurent Gbagbo, renuncie. Os insurgentes disseram aos jornalistas em Bouaké, cidade central marfinense que transformaram em seu quartel-general, que não negociarão mais nenhuma trégua com o Governo, mas receberão, no entanto, o ministro das Relações Exteriores do Senegal, Cheikh Tidiane Gadio, que tenta que ambas as facções dialoguem.
O Senegal ocupa a atual presidência da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao), que tentou, até agora, sem sucesso, conseguir uma solução negociada do conflito da Costa do Marfim.
No fim de semana passado, Gbabgo informou a um grupo composto por seis ministros de Exteriores de países membros da Cedeao que não assinará nenhuma trégua enquanto os rebeldes não deixarem as armas e ordenou ao Exército retomar Bouaké.
Os insurgentes defenderam com êxito suas posições e depois de repelir vários ataques governamentais anunciaram que preparavam uma contra-ofensiva para derrubar o regime marfinense.
Depois do fracasso de sua ofensiva contra Bouaké, as tropas do governo se retiraram para o sudeste da cidade.

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