São Paulo - Os três japoneses mantidos reféns por um grupo de rebeldes iraquianos foram libertados ontem e estão em boas condições. A rede de televisão do Qatar Al Jazira mostrou um vídeo em que eles aparecem sentados em um sofá em um escritório de Bagdá. Nas imagens, um dos reféns chorava bastante e era confortado por um clérigo e por outras pessoas.
A Al Jazira afirmou que os três japoneses foram levados ao Comitê de Escolas Muçulmanas em Bagdá, uma organização sunita que mediou a liberdade dos reféns. Abdel Salam al Qubaisi, do Comitê, disse à rede de televisão que foi avisado por uma mensagem em seu telefone celular que uma pessoa queria libertá-los. Ele teria então pedido para que os japoneses fossem libertados em um lugar seguro.
Em Tóquio, a rede de televisão NHK noticiou que o governo japonês confirmou a libertação dos reféns e que eles podiam ser levados à embaixada japonesa em Bagdá.
O caso - Os três japoneses foram capturados no último dia 8, em uma estrada no Iraque, e ameaçados de morte caso o governo japonês não retirasse suas tropas do país. O Japão se recusou a cumprir o acordo.
No domingo, os rebeldes prorrogaram o prazo por mais 24 horas, afirmando que o primeiro dos reféns seria morto ao expirar o prazo, às 10h da manhã de segunda-feira (horário de Brasília). Até ontem de manhã nenhuma outra notícia sobre o caso havia sido divulgada.
Na terça-feira, o primeiro-ministro Junichiro Koizumi reconheceu que o desenlace da crise, em seu sexto dia, era imprevisível. ''Não estamos em condições de fazer qualquer previsão, devido a informações contraditórias'', declarou Koizumi, citado por seu principal assessor, Yasuo Fukuda.
Naquele dia, o Comitê dos Ulemás Sunitas afirmou que os sequestradores dos três japoneses aparentemente mudaram de idéia sobre a libertação de seus reféns depois que o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, os chamou de ''terroristas'.
O comitê, uma das três organizações religiosas da comunidade sunita, não participa das mediações para a libertação dos reféns, mas os sunitas costumam respeitar suas opiniões.
As vítimas - Noriaki Imai, 18, Nahoko Takato, 34, e Soichiro Koriyama, um fotógrafo de 32 anos - foram sequestrados em uma estrada que liga Amã a Bagdá.

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