Os rebeldes libertaram, ontem, 12 (horário local), nove dos 27 reféns que vêm mantendo retidos no Parlamento de Fiji durante as últimas seis semanas. Os reféns foram entregues à Cruz Vermelha e depois levados para casa, segundo informações da polícia e do médico da Cruz Vermelha. Todos os parlamentares reféns de etnia indiana exceto o ex-primeiro-ministro Mahendra Chaudhry e seu filho foram libertados. Os parlamentares que continuam retidos são todos de etnia nativa.
O médico da Cruz Vermelha, doutor Bhagat Ram, disse que todos os libertos estavam em boas condições físicas, e que ‘‘pareciam felizes’’ em deixar o Parlamento.
A libertação ocorreu três dias após os rebeldes, liderados por George Speight, assinarem um acordo com o governo militar de Fiji para pôr fim à crise. Pelo acordo, Speight deveria libertar todos os reféns amanhã. Ainda não ficou claro por que ele teria antecipado a libertação de alguns deles.
Partidários dos rebeldes de Fiji ocuparam ontem um luxuoso balneário onde foi rodado o filme ‘‘A Lagoa Azul’’, provocando nova escalada na crise política que já dura 54 dias no país, ao caracterizar-se o primeiro ataque a uma propriedade estrangeira.
Diplomatas estrangeiros disseram ter confirmado informações de que 40 turistas, entre os quais 19 australianos, que se hospedavam no balneário estavam todos a salvo, e que na falta de uma pista de pouso na ilha de Turtle, onde está instalado o balneário de propriedade do americano Richard Evanson os invasores permitirão sua partida, hoje pela manhã, num navio de cruzeiro que está ancorado ao largo da costa fijiana.

mockup