Rebeldes iraquianos mantêm ataques
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2004
France Presse 
Bagdá Três soldados americanos morreram ontem e outro ficou ferido em um ataque com explosivos registrado em Jaldiya, oeste de Bagdá, anunciou um porta-voz militar americano. Por outro lado, três iraquianos armados morreram em ações do exército na cidade de Baiji, situada ao norte de Tikrit, onde fica a principal refinaria de petróleo do país, declarou um porta-ovz do exército americano.
Por outro lado, três soldados da coalizão morreram e outros três ficaram feridos na noite de ontem na explosão de uma bomba de fabricação artesanal, a cerca de 40 quilômetros ao sul de Bagdá, anunciou um porta-voz militar que não revelou a nacionalidade das vítimas.
CNN Dois empregados da rede de televisão norte-americana CNN morreram em uma emboscada no Iraque ontem, anunciou a própria rede de televisão.
As vítimas são um produtor-intérprete, Duraid Isa Mohammed e um chofer, Yasser Khatab, que voltavam para Bagdá em um veículo logo após uma reportagem em Hilla (sul), informou a CNN em comunicado. Ambos trabalhavam há um ano para a rede de televisão.
Um câmera também foi levemente ferido à bala na cabeça e um correspondente da rede, Michael Holmes, saiu ileso do ataque, informou o apresentador Wolf Blitzer.
A equipe de televisão viajava em dois automóveis, formando um comboio. ''Os veículos se dirigiam para o norte, até a periferia de Bagdá chamada Mahmoudiya, quando um Opel (...) alcançou o primeiro carro da CNN'', diz o comunicado. ''Um só homem, armado com uma AK-47, estava de pé no carro, que estava com a capota aberta. Disparou contra o automóvel da frente.''
Os empregados da CNN que estavam no primeiro automóvel viram que o veículo com seus agressores dava meia volta, enquanto que o outro carro, onde estavam Duraid Isa Mohammed e Yasser Khatab, saiu da estrada.
Missão da ONU A Organização das Nações Unidas enviará uma missão ao Iraque para estudar a viabilidade da eleição de um Parlamento transitório antes da transferência da soberania aos iraquianos no final de junho, informou ontem seu secretário-geral, Kofi Annan.
''Quando estiver convencido de que a autoridade provisória da coalizão tomará medidas adequadas para garantir a segurança, enviarei uma missão ao Iraque como me foi solicitado'', anunciou Annan em um comunicado.
A coalizão dirigida pelos Estados Unidos e o Governo transitório iraquiano havia solicitado no último dia 20 a ajuda da ONU para estudar a factibilidade da eleição de uma assembléia parlamentar provisória, antes que o Iraque recupere sua soberania, no dia 30 de junho.
Um acordo em 15 de novembro passado entre a coalizão e o executivo iraquiano prevê a eleição indireta desta assembléia.
Posição de Bush O presidente dos Estados Unidos George W. Bush reafirmou ontem que o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein representava uma ameaça e que as inspeções para encontrar armas de destruição em massa no Iraque devem continuar.
''Não há dúvida em meu espírito de que Saddam Hussein representava uma ameaça crescente'', afirmou Bush em resposta às perguntas da imprensa antes de uma reunião na Casa Branca com o presidente polonês Aleksander Kwasniewski.
Os repórteres perguntaram a Bush sobre as declarações do ex-chefe do grupo de inspetores no Iraque que disse que o país não possuía armas de destruição em massa.


