Os rebeldes da Macedônia concordaram em entregar cerca de 3.000 armas para tropas da Otan, informaram ontem diplomatas ocidentais, abrindo caminho para o início de uma missão que visa evitar a explosão de uma guerra civil no país dos Bálcãs. Enquanto tropas da aliança chegavam ao país para começar a recolher os armamentos na semana que vem, a Otan e rebeldes albaneses étnicos divulgaram que haviam chegado a um acordo sobre o total de armas a serem entregues. O número foi revelado por diplomatas que pediram para não ser identificados.
O governo da Macedônia afirma que os rebeldes dispõem de 85.000 armas. Apesar de o número ser considerado exagerado, a grande diferença abria a oportunidade de linhas-duras no governo se oporem ao acordo.
Mas no decorrer do dia, ficou claro que a Macedônia não tinha escolha, desde que a missão da Otan é simplesmente coletar as armas que os insurgentes queiram voluntariamente entregar.
''Temos um número e é um número realista'', disse o major americano Barry Johnson, um porta-voz da Otan. ''Não é só um número que está em debate.''
Líderes macedônios, procurando manter as aparências depois de apresentarem um número muito mais alto, afirmaram que muito da diferença era resultado de diferentes metodologias.
O ministro da Defesa Vlado Buckovski tentou destacar um aspecto positivo na decisão da Otan, dizendo que o importante era que a coleta tivesse início e criasse um espírito de boa vontade.
''A questão das armas não é o que interessa, mas a criação de condições para os refugiados retornarem às suas casas'', afirmou.
O rebelde Exército de Libertação Nacional havia inicialmente afirmado dispor de apenas 2.000 armas, um número desconsiderado pelo major-general Gunnar Lange, da Dinamarca, o comandante da Otan em Skopje, a capital da Macedônia.
''Os primeiros números do ELN eram números iniciais e não verdadeiramente críveis, e assim foram necessárias novas avaliações e discussões'', afirmou Lang. ''Acredito que o número agora é verossímil e próximo da avaliação de nossa inteligência.'' O acordo de paz prevê que as armas serão entregues em três etapas.

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