de Viena
O exército da Albânia entrou em ação ontem para esmagar um levante armado no sul do país, mas encontrou forte resistência e, em um confronto, aparentemente foi forçado a recuar.
Tanques e aviões de combate participaram da operação, lançada sob um estado de emergência imposto para acabar com os distúrbios que começaram com protestos de rua promovidos por investidores arruinados em esquemas de investimentos de pirâmides, mas que agora ameaçam provocar uma guerra civil.
A Europa e os Estados Unidos deram início a esforços diplomáticos para conter o caos no país mais pobre da Europa, mas críticos disseram que o Ocidente pode ter novamente feito pouco demais e tarde demais, para evitar um banho de sangue nos Balcãs.
O exército albanês foi obrigado a retroceder depois de um confronto com insurgentes armados na vila de Styari, 10 km a leste do porto de Sarande, que deixou quatro residentes e pelo menos dois soldados feridos, segundo testemunhas.
‘‘Testemunhas apenas nos disseram que a batalha terminou e que as tropas recuaram’’, afirmou por telefone Dimitris Stefos, ex-prefeito do porto de Sarande. ‘‘A luta durou cerca de 40 minutos e pelo menos dois soldados saíram feridos’’.
‘‘O povo venceu. Cerca de 60 soldados do exército pularam em seus caminhões e fugiram’’, disse um jornalista grego no local.
Rebeldes dirigiam com algazarra pelas ruas de Sarande um tanque capturado do exército. Centenas de homens fortemente armados formaram uma linha de defesa em colinas na entrada da cidade, dizendo que estavam determinados a lutar até o fim.
Uma delegação do Conselho da Europa desembarcou ontem em Tirana.
Mais de 20 pessoas já foram mortas desde sexta-feira no sul da Albânia. Os insurgentes têm desafiado um estado de emergência decretado no domingo pelo governo e as ordens para que seja alvejado sem aviso qualquer cidadão que esteja armado na rua sem autorização.

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