Rebeldes do grupo Abu Sayyaf não libertam reféns
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de maio de 2000
Associated Press De Jolo 
Movimentações das tropas governamentais realizadas ontem impediram rebeldes muçulmanos de responder ao pedido de libertação de dois reféns europeus doentes mantidos em cativeiro ao lado de outras 19 pessoas na selva do sul das Filipinas, informaram negociadores.
Os negociadores pediram aos rebeldes a libertação de um francês com problemas urinários e de uma alemã que, segundo a família, já sofreu dois derrames.
Os rebeldes do grupo Abu Sayyaf prometeram responder ao pedido ontem, mas aparentemente ficaram assustados com a atividade militar na região, informou o assessor presidencial Robert Aventajado.
Os movimentos militares ocorreram porque o exército não foi informado da reunião planejada com os rebeldes, afirmou Aventajado.
Os negociadores esperavam que os rebeldes apresentassem em breve exigências específicas. Mas a confiança que pode ter sido estabelecida em uma reunião realizada ontem no esconderijo rebelde nas montanhas parecia fragilizada depois de o Abu Sayyaf não ter cumprido seu compromisso ontem.
Um negociador, o clérigo islâmico Ibrahim Ghazali, disse que a atividade militar enfraqueceu as garantias dadas aos rebeldes e anunciou sua saída da equipe mediadora.
Nas discussões de quarta-feira, os rebeldes disseram que cobrarão reembolso dos custos do rapto e do cativeiro dos reféns na selva, disse hoje um negociador, exigindo que sua identidade fosse mantida em sigilo.
O Abu Sayyaf não forneceu os números exatos de suas despesas, que incluem aluguel de cavalos, compra de comida e contratação de guardas. Mas o negociador disse que os dois lados devem chegar a um acordo em torno de 70 mil pesos (cerca de US$ 1.700) por refém.


