As Forças Armadas Congolesas (FAC) e seus aliados angolanos e zimbabuenses se encontravam na manhã de ontem a ponto de retomar as últimas posições do sudoeste da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) ainda nas mãos dos rebeldes.
Os militares continuam buscando casa por casa, nos bairros orientais da capital, os rebeldes ‘‘infiltrados’’, em sua maioria ex-soldados das FAC que desertaram para se juntar aos rebeldes e que agora tentam se refugiar em suas casas.
Habitantes dos bairros de Masina e Kimbanseke, que fugiram em massa sexta-feira desta parte de Kinshasa, começaram a voltar a suas casas ontem.
Entretanto, as tropas rebeldes que lutam contra o Presidente congolês Laurent-Desiré Kabila afirmaram ontem ter derrubado dois caças angolanos Mig, sextra-feira em Kinshasa.
O comandante Jean-Pierre Ondekane, chefe militar dos rebeldes, deu a declaração à AFP em Goma, no quartel-general da rebelião, situado no leste da República Democrática do Congo.
Angola comemora Angola, que durante duas semanas mostrava-se muito discreta sobre sua intervenção na República Democrática do Congo (RDC), reivindica agora com orgulho, graças ao êxito militar, seu papel de ‘‘libertador’’ de um país amigo ‘vítima de uma agressão estrangeira’.
A imprensa nacional, que até agora evitava o tema, limitando-se a publicar as notas das agências, mudou radicalmente o tom.
Na noite de sexta-feira, a tevê pública anunciou que ‘‘as forças aliadas’’ do Presidente Laurent Kabila, compostas essencialmente por angolanos e zimbabuenses, prosseguiam sua ‘‘marcha triunfal’’ no sudoeste da RDC.

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