Rebeldes dão prazo de 48 horas para cessar-fogo
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Folhapress 
São Paulo - O Exército Livre Sírio (ELS) anunciou ontem um ultimato de 48 horas ao regime do ditador Bashar al Assad para realizar o cessar-fogo e ameaçaram que se não for cumprido, deixarão de respeitar os pontos estipulados no plano de paz do mediador internacional, Kofi Annan.
Em comunicado do Comando Misto do ELS no interior da Síria, os rebeldes exigiram que neste prazo, concluído na próxima sexta-feira às 12 horas locais (6 horas de Brasília), as forças do governo cessem todas as formas de violência.
Além disso, os rebeldes pediram a retirada do armamento pesado das cidades, o envio de ajuda humanitária, a libertação dos presos políticos e a entrada dos meios de comunicação no país.
''Não há nenhuma justificativa para continuar respeitando unilateralmente a trégua, já que Assad a sepultou com massacres'', afirmou no comunicado o porta-voz do ELS no interior da Síria, o coronel Qasem Saadedin.
Saadedin cita como razões as mortes de 108 pessoas em Houla, as violações do regime aos direitos humanos e as resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). ''O regime é a única fonte de terrorismo e de violência, que por sua vez gera organizações terroristas. É nosso dever defender e proteger os civis'', disse.
O ELS considerou que a defesa dos civis não contradiz a legislação internacional e afirmou que o grupo é ''o pilar da mudança civil e democrático e o fiador da unidade e a segurança do Estado após queda do regime''.
Na nota, os rebeldes também pediram o início de negociações ''sérias e verdadeiras'' com a mediação da ONU para a entrega do poder ao povo. Por último, afirmaram que nos próximos dias será anunciado um conjunto de resoluções que definirão as características da próxima etapa.
O ultimato acontece um dia depois de Annan pedir a Damasco medidas imediatas para frear a violência, em reunião com Assad no país. Desde ontem, 12 países expulsaram embaixadores sírios e outros três os declararam persona non grata.
Os representantes foram expulsos de Alemanha, Austrália, Bulgária, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Nova Zelândia, Turquia e Reino Unido. Na Holanda, Bélgica e Suíça, foi considerado persona non grata.


