Rebeldes congoleses tomam cidade
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Das Agências 
São Paulo - O grupo rebelde M23, da República Democrática do Congo, tomou ontem a cidade de Goma, na Província de Kivu do Norte, no leste do país. A ação faz parte de uma ofensiva dos insurgentes que começou ontem.
Segundo as forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) instaladas no país, o M23 começou a invasão à cidade pelo aeroporto internacional, que era controlado pela Guarda Republicana.
Após intenso tiroteio com forças governamentais em helicópteros da ONU, os rebeldes conseguiram ocupar o terminal aéreo, permitindo o avanço sobre a cidade de 300 mil habitantes, que fica às margens do rio Kivu e próximo à fronteira com a Ruanda.
Devido à ação, os militares congoleses saíram da cidade, mas antes saquearam lojas e casas vizinhas. Milhares de moradores da região, que também conta com uma grande comunidade de refugiados da guerra civil no país, tentam cruzar a fronteira para Ruanda.
O grupo M23 foi formado em maio por militares que haviam conseguido um acordo de paz em 2009 com o governo da República Democrática do Congo para encerrar uma guerra civil.
Os rebeldes alegam que o governo não cumpriu as promessas que tinha feito ao grupo, como a manutenção das patentes dos oficiais e o fim das transferências dentro do país.
A região de Kivu é cenário de uma guerra civil entre o governo do Congo, diversos movimentos rebeldes e países vizinhos, como Uganda, Ruanda e Kiribati. Devido ao confronto, a ONU compôs uma força de paz com 1.500 soldados internacionais e 6.700 militares congoleses.
O governo local acusa Ruanda de apoiar o M23, o que o país vizinho nega. Na segunda, mísseis foram disparados da República Democrática do Congo para Ruanda, em mais um sinal de intensificação do conflito.
Sequestro
As Nações Unidas denunciaram ontem que os rebeldes do M23 que tomaram o controle da cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo, sequestraram mulheres e crianças. Um porta-voz da ONU indicou também que os capacetes azuis controlavam o aeroporto de Goma e realizavam patrulhas na cidade, apesar da chegada dos rebeldes.
O secretário-geral das Nações Unidas condenou novamente as ''graves'' violações dos direitos humanos cometidas pelos rebeldes, segundo o porta-voz adjunto da ONU, Eduardo del Buey.


