Rebeldes chechenos se defendem com tática de guerrilha
Associated Presse
Militares russos admitiram ontem que os rebeldes chechenos estão convertendo o conflito na república separatista até agora caracterizado por embates aéreos e de artilharia numa guerra de guerrilhas, o tipo de luta que Moscou vinha tentando evitar a qualquer custo por temer que ela possa produzir um número muito elevado de baixas em suas fileiras.
De acordo com o porta-voz militar russo coronel Gennady Alyokhin, as milícias estão tomando medidas para converter Grozny, capital chechena, e Urus-Martan em fortalezas inexpugnáveis. O objetivo é fazer com que as forças federais sofram significativas perdas, se entrarem, disse Alyokhin.
A declaração foi feita um dia depois do anúncio de que as forças russas completaram cerco a Grozny. Depois de alguns pronunciamentos otimistas, prognosticando o fim da ofensiva para os próximos dias, as autoridades russas parecem agora estar-se preparando para uma guerra mais intensa e mais longa.
Aparentemente, os militares russos hesitam em tomar de assalto a capital chechena por saber que os rebeldes separatistas mantêm sólidas posições no interior da cidade. Na opinião de analistas de Moscou, a luta de guerrilha pode transformar num verdadeiro inferno a vida dos soldados russos na Chechênia.
O comando militar russo tem negado as versões de que vem sofrendo um número excessivo de baixas na Chechênia, mas um alto oficial, Sergey Makarov, admitiu que o Exército estava desfalcado de muitos soldados.





