Rebeldes ameaçam soldados capturados em Serra Leoa
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sexta-feira, 12 de maio de 2000
Associated Press De Freetown 
Os rebeldes da Frente Revolucionária Unida (FRU) estão ameaçando arrancar a pele dos cerca de 500 soldados das Nações Unidas capturados, denunciou ontem o major britânico Phil Ashby, que conseguiu escapar na quinta-feira.
Ashby passou quatro meses como observador militar da ONU tentando persuadir os rebeldes de Serra Leoa a entregar suas armas sob o acordo de paz assinado em julho em Lomé. Ele foi capturado na semana passada com 70 capacetes azuis em Makeni.
Acabei de tirar a pele do homem que estava usando este uniforme. Em 15 minutos, voltarei para fazer o mesmo com você, disse um rebelde a um capacete azul, contou o oficial.
Ashby disse que a crise em Makeni começou quando um grupo de rebeldes entrou em um campo de desmobilização para entregar suas armas voluntariamente. Seus comandantes, opostos ao desarmamento, viram isso como uma deserção e exigiram que os capacetes azuis devolvessem as armas. Como resultado, o acampamento foi atacado por cerca de 5 mil rebeldes fortemente armados durante quatro dias e vários soldados foram tomados como reféns.
As tropas do governo tentavam ontem evitar a todo custo uma ofensiva rebelde à capital serra-leonesa, onde foram enterradas as 19 pessoas mortas na segunda-feira em tiroteio diante da casa de Sankoh.
Segundo o embaixador dos Estados Unidos em Serra Leoa, acredita-se que o líder rebelde Foday Sankoh está na Libéria. Sankoh desapareceu após o tiroteio de segunda-feira.
Londres enviou ontem a Serra Leoa o porta-aviões HMS Illustrious e 600 marines, que se juntarão aos 900 soldados que já estão no país africano. Apesar de o chanceler ter insistido que as tropas britânicas não interferirão na guerra civil, o comandante das forças da Grã-Bretanha em Freetown, brigadeiro David Richards, disse que o mandato de suas tropas tem ampla interpretação, indicando que se for preciso ajudarão o novo Exército de Serra Leoa.


