Rebeldes albaneses étnicos ameaçaram ontem invadir as principais cidades da Macedônia, aumentando a tensão criada por distúrbios ocorridos na capital e precipitados pela retirada por tropas americanas e de outros países de insurgentes de uma vila sitiada.
A liderança macedônia também elevou o tom. O presidente Boris Trajkovski, num discurso à nação por rádio, disse que o objetivo de seu governo é ‘‘eliminar os terroristas da Macedônia’’. Mas ele prometeu que as forças do governo cumprirão o objetivo ‘‘com a mínima perda de vidas possível’’.
Distúrbios explodiram em Skopje na noite de segunda-feira, depois que forças de paz da Otan, incluindo soldados dos Estados Unidos, intervieram pela primeira vez no conflito, mediando um acordo visando pôr fim a combates em Aracinovo, uma vila nos arredores da capital.
A retirada em segurança dos insurgentes em ônibus, acompanhados de caminhões transportando seus armamentos, revoltou milhares de eslavos macedônios, que reuniram-se na frente do Parlamento na segunda-feira exigindo ações mais duras contra os rebeldes.
Tiros foram disparados, mas não houve notícias de vítimas. Reservistas da polícia foram chamados e os distúrbios explodiram depois que eles receberam ordens para recuar.
O sentimento antialbanês no protesto fez aumentar a tensão e levou à advertência dos rebeldes de que eles entrariam em cidades-chave para proteger seus iguais caso eles fossem atacados pela multidão.
Comentando os distúrbios, Trajkovski afirmou entender a fúria dos manifestantes, mas condenou a violência e os disparos, dizendo que eles poderiam levar a uma ‘‘guerra civil’’.
Durante os prostestos de segunda-feira, alguns manifestantes invadiram o Parlamento e quebraram janelas.

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