Os rebeldes congoleses, preocupados com as supostas alianças de apoio a Laurent-Desiré Kabila, propuseram negociar com o presidente da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) e aceitaram a possibilidade de ele permanecer no poder.
Os rebeldes estão preocupados com um eventual apoio do Zimbábue às forças do governo.
‘‘Isso pode mudar o curso da guerra. E como Kabila busca aliados em toda a sub-região, pode provocar uma explosão no continente’’, disse uma fonte vinculada aos líderes rebeldes. ‘‘Se (Kabila) obtiver aviões, poderá bombardear nossa base em Kitona, e isso será ruim para nós’’, destacou a fonte.
Os rebeldes, que até quarta-feira rejeitavam qualquer negociação com o presidente congolês e exigiam sua renúncia, parecem se apoiar agora na posição de uma parte dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), fundamentalmente a de seu presidente em exercício, a África do Sul, que é favorável a uma negociação política.
Quarta-feira, o ministro de Defesa do Zibábue, Moven Mahashi, afirmou que os ministros da Defesa dos 14 países membros da SADC decidiram ‘‘conceder ajuda prática (..) de equipes e homens’’ à República Democrática do Congo para ‘‘restabelecer a paz e a estabilidade’’.

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