Rebeldes adiam a libertação de reféns em Jolo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de agosto de 2000
Associated Press De Jolo 
As autoridades do governo filipino que negociam com os rebeldes muçulmanos a libertação dos 12 reféns ocidentais na ilha de Jolo responsabilizaram o mau tempo de ontem como causa do adiamento da libertação dos reféns, sequestrados no resort malaio em 23 de abril pelo grupo islâmico do Abu Sayyaf. Mais tarde, o governo admitiu que o problema havia sido a negociação sobre a libertação de três jornalistas franceses. O presidente Joseph Estrada instruiu os negociadores para que insistissem na libertação de todos os reféns. A expectativa era que os reféns fossem libertados ontem.
O negociador-chefe do governo, Robert Aventajado, disse que as expectativas não se concretizaram devido às péssimas condições climáticas, que dificultam a decolagem dos helicópteros da ilha de Jolo, no sul das Filipinas, onde o Abu Sayyaf mantém os cativos.
Os rebeldes libertaram anteontem uma mulher filipina, mantendo nove ocidentais, três malaios e um filipino do grupo original de 21 pessoas capturado na ilha de Sipadan, na Malásia. O Abu Sayyaf também mantém presos três jornalistas da televisão francesa e 12 cristãos filipinos evangélicos, que foram ao campo rebelde para rezar pelos reféns.
Os negociadores disseram que os rebeldes não concordaram em libertar dois jornalistas com os demais reféns ocidentais. A liberação dos três malaios, que está sendo feita por diferentes negociadores, também foi adiada.


