de Lima

France PresseManifestaçãoPopulares realizam manifestação nas proximidades da Embaixada japonesa‘‘O governo peruano quer reverter a situação a seu favor e preparar as condições para uma saída violenta’’, afirmou um comunicado do Tupac Amaru enviado por correio eletrônico ao término da reunião à agência Reuters, a partir de Hamburgo, na Alemanha.
A crise dos reféns mantidos cativos na residência do embaixador japonês em Lima, efetivamente, parece sem uma solução à vista. A reunião de sábado entre representantes do governo e do Tupac Amaru, além de observadores, terminou sem definir uma agenda para a solução da crise. As partes em negociação concordaram, porém, em elaborar uma proposta a ser discutida em nova reunião.
A reunião de sábado, realizada em uma mansão próxima à residência do embaixador japonês, contou com a presença do terceiro na hierarquia do Tupac Amaru, Rolly Rojas, também conhecido como ‘‘El Arabe’’, e do enviado do governo peruano, o ministro da Educação, Domingo Palermo.
Em comunicado divulgado pelos observadores não houve qualquer nova menção a um eventual progresso nas negociações, como o ocorrido nas duas reuniões preliminares realizadas esta semana. O presidente Alberto Fujimori não estava em Lima, por ter viajado a uma localidade da selva peruana, no centro do país, região tradicionalmente controlada pelos guerrilheiros do Tupac Amaru, onde inaugurou duas pontes. Em discurso transmitido por uma estação de rádio da capital, o presidente não fez referências às negociações. Segundo aconselhamento do presidente norte-americano, Bill Clinton, Fujimori tem se mantido distanciamento das negociações, mas porta-vozes do governo peruano têm reiterado a determinação do governo de não ceder à principal exigência dos sequestradores, a da libertação de 400 companheiros presos e mantidos segundo o grupo em condições ‘‘desumanas’’.
Um jornal El Comercio, de Lima, informou ontem que membros do Tupac Amaru presos no complexo penal Miguel Castro, na capital peruana, realizaram nas últimas horas uma série de protestos para que possam receber visitas dos familiares, suspensas desde o final de dezembro. Não há informações de feridos nem a magnitude dos incidentes.

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