Reações à vitória de Chávez divergem na AL e Europa
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segunda-feira, 08 de outubro de 2012
Folhapress 
São Paulo - A vitória de Hugo Chávez nas eleições presidenciais da Venezuela geraram diferentes reações nos continentes americano e europeu. Na América Latina, os presidentes bolivarianos celebraram a força do presidente reeleito, ao passo que, na Europa, o resultado foi visto com cautela.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, usou sua página oficial do Twitter para parabenizar o colega, pouco depois de falar com ele. ''Hugo, sempre contas as palavras do Bolívar solitário do exílio, quando dizia: 'Sinto que arei no mar'''. Ela usou os tuítes seguintes para complementar a mensagem. ''Hoje quero dizer que araste na terra, a semeaste, a regaste e hoje levantaste a colheita''. ''Tua vitória é também a nossa. A da América do Sul e do Caribe. Força, Hugo! Força, Venezuela! Força, Mercosul e Unasul!''
O mesmo tipo de reação teve o ditador cubano, Raúl Castro. ''Em nome do governo e do povo de Cuba, dou os parabéns por este histórico triunfo, que demonstra a fortaleza da Revolução Bolivariana e seu inquestionável apoio popular'', escreveu a Chávez, em texto publicado em jornais cubanos.
O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, saudou a vitória de Hugo Chávez, que conseguiu o quarto mandato consecutivo em eleição ontem. Em encontro com o chanceler chileno, Alfredo Moreno, no Rio, Patriota elogiou a tranquilidade e a liberdade do processo eleitoral, apesar de lamentar episódios de violência isolados. ''O mais importante foi a lisura do processo e o fato de que houve reconhecimento sem qualquer questionamento'', afirmou, em relação à forma pacífica usada pelo adversário Henrique Capriles para reconhecer a derrota.
Mais cautelosa, a União Europeia felicitou Chávez e aproveitou para pedir a ele que reforce as liberdades individuais em seu novo mandato. ''O presidente Chávez deve chegar a todos os segmentos da sociedade venezuelana para reforçar as instituições do país e promover as liberdades fundamentais, a inclusão e o desenvolvimento econômico sustentável'', disse em comunicado a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.


