Os palestinos reagiram prudentemente ao anúncio, alguns dias depois da eleição de Ariel Sharon como premier israelense, de que Washington se distanciava do plano de paz do ex-presidente Bill Clinton, esperando uma formulação mais clara da política no Oriente Médio.
‘‘As mudanças nos Estados Unidos e em Israel mostram transformações de conteúdo e de estilo’’ das políticas dos dois países e ‘‘as próximas semanas serão um período de prova para o processo de paz’’, disse à AFP o conselheiro do presidente palestino Yasser Arafat, Nabil Abu Rudeina.
O departamento de Estado americano afirmou quinta-feira que os Estados Unidos consideravam que as idéias formuladas por Clinton para um acordo de paz israelense-palestino já não constituíam uma ‘‘proposta americana’’.
‘‘As idéias e parâmetros sobre o que discutimos ao longo dos últimos meses eram os do presidente Clinton e, como este deixou suas funções, seu plano já não é americano, não é um plano presidencial’’, disse o porta-voz do departamento de Estado, Richard Boucher.

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