A maioria dos líderes mundiais reagiu ontem favoravelmente ao chamado do presidente norte-americano, George W. Bush, por uma guerra global contra o terrorismo. Aliados próximos como a Grã-Bretanha ofereceram apoio integral, sincero, enquanto nações com significativa população muçulmana responderam com mais cautela, destacando que as ameaças do terror não são o único problema que merece atenção dos EUA. A UE aprovou um plano contra o terrorismo.
Na Turquia, o primeiro-ministro Bulent Ecevit ofereceu cooperação integral a Bush na formação de uma frente unida contra o terrorismo. Ele expressou preocupação sobre o impacto que terá a continuidade da incerteza sobre a economia global e adiantou que seu país não enviará tropas. A Turquia ofereceu ajuda no setor de inteligência e permitiu que os EUA utilizem suas bases no país para o ataque. Embora seja uma nação muçulmana, o regime é secular. Ecevit disse à CNN que a necessidade de crescimento global para que seu país possa sair de sua crise econômica.
O secretário-geral da Liga Árabe, Amir Moussa, insistiu que os árabes não vão assumir nenhum papel em uma campanha de retaliação se Israel tomar parte de tal esforço. ''Não é possível que Estados árabes se unam a uma ação regional ou internacional da qual Israel faça parte porque Israel está massacrando o povo palestino.''
Na Malásia, país muçulmano, o primeiro-ministro Mahatir Mohamad afirmou que lutar contra o terrorismo só com armas não resolverá o problema completamente enquanto houver ''raiva'' entre os oprimidos. ''O problema na Palestina precisa ser resolvido, bem como o do Iraque e o da Chechênia'', disse ele. As Filipinas permitiram que os EUA usem suas antigas bases no país, mas não enviarão tropas.

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