O aeroporto internacional Saddam, de Bagdá, voltou a abrir ontem, após dez anos de inatividade, por causa do embargo imposto ao Iraque desde a invasão do Kwait, em agosto de 1990.
Um avião iraquiano, do tipo Iliushin, aterrissou na pista do Saddam Airport ontem à tarde, após um vôo simbólico de uma hora e meia procedente de um aeroporto situado no Oeste do país.
O ministro dos Transportes e Comunicaciones, Ahmed Murtada, que ‘‘reabriu oficialmente’’ o aeroporto, disse aos jornalistas que ele está ‘‘preparado para receber os aviões de todas as companhias árabes e internacionais’’.
Murtada denunciou a manutenção do embargo ‘‘injusto e desumano’’ contra o Iraque, lembrando que ‘‘não há nenhuma resolução internacional que proíba o transporte aéreo para o Iraque’’. ‘‘Trata-se mais de uma decisão norte-americana-britânica-sionista’’, afirmou.
O ministro disse que ‘‘vários países amigos e organizações humanitárias nos informaram de sua disposição de realizar vôos para o aeroporto Saddam’’.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu ontem, ‘‘por razões humanitárias’’, o fim do bloqueio comercial imposto pela Organização das Nações Unidas (ONU).
‘‘Peço às Nações Unidas o fim do embargo contra o Iraque’’, disse Chávez durante um discurso à nação, no qual fez um balanço do giro que acabou de realizar por países-membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), inclusive o Iraque.
Segundo Chávez, ‘‘o embargo comercial já dura muito tempo’’. O presidente lamentou as consequências sofridas pela povo iraquiano. ‘‘Dez anos de bloqueio é muito tempo’’, disse.

mockup