Raul Cubas não é encontrado em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de junho de 2000
Valmir Denardin De Curitiba 
O ex-presidente paraguaio Raúl Cubas Grau não foi encontrado ontem em Curitiba, onde vive há quase um ano, para comentar o pedido de sua extradição, feito pelo promotor paraguaio Javier Contreras. Contreras investiga o suposto envolvimento de Cubas no desaparecimento de 2,5 milhões de guaranis (cerca de US$ 700 mil) de fundos da Presidência da República.
O dinheiro teria sido usado para financiar o assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, em março do ano passado, e na repressão ao movimento popular que se seguiu ao atentado. Cubas era aliado político do general de reserva Lino Oviedo, principal suspeito de tramar a morte de Argaña.
Cubas está asilado no Brasil desde que renunciou ao cargo, em 28 de março do ano passado. Depois de viver alguns meses em Balneário Camboriú (SC), o ex-presidente mudou-se para Curitiba em meados de julho. Ele vive com a mulher, Myrtha, e a filha Cecília, em um apartamento alugado de 300 metros quadrados, no bairro Batel a região mais nobre da capital paranaense. O valor do aluguel é de aproximadamente R$ 3 mil mensais.
Na portaria do prédio, ontem à tarde, a informação era de que Cubas teria viajado. Desde que chegou ao Brasil, o ex-presidente tem evitado a imprensa. Ele tenta não quebrar uma das principais regras do asilo, que impede comentários sobre a situação política do país do beneficiado e também do país que concede o benefício.


