Raúl Castro é o novo presidente de Cuba
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domingo, 24 de fevereiro de 2008
France Presse 
Havana - Raúl Castro foi escolhido ontem ontem para substituir Fidel Castro na Presidência de Cuba, tendo como vice José Ramón Machado, outro líder histórico.
Raúl Castro, 76 anos, irmão do líder cubano Fidel Castro, ocupou o cargo de forma provisória nos últimos 19 meses.
Número dois do regime e ministro das Forças Armadas desde 1959, Raúl encabeçou a lista única de candidatos apresentada à Assembléia Nacional para designar pelos próximos anos o novo presidente do Conselho de Estado, a autoridade máxima da ilha.
Ricardo Alarcón, um ex-diplomata de 70 anos, foi reeleito como presidente do Parlamento cubano para um quarto mandato de cinco anos. Também foram escolhidos os 31 membros do Conselho de Estado.
Os nomes de Raúl Castro e Ramón Machado foram aprovados pelos deputados que participaram da sessão parlamentar, pouco antes da votação nas urnas, na qual a participação de alguns representantes da imprensa foi permitida.
Após a aprovação da chapa única, os deputados começaram a votação de forma direta e secreta. O voto de Fidel Castro foi levado pela ministra da Justiça, María Esther Reus, e escoltado pelo próprio Raúl, constatou um jornalista da AFP.
O segundo vice-presidente Carlos Lage se mantém em seu posto, de acordo com a cédula proposta, que começou a circular de imediato pelos corredores do Palácio das Convenções, sede da histórica reunião que elege o sucessor de Fidel.
Fidel, de 81 anos, renunciou na terça-feira, após 49 anos no poder, devido a uma doença que o obrigou a ceder provisoriamente o comando a seu irmão Raúl há 19 meses.
Os votos do ''comandante'' para o Parlamento e o Conselho de Estado foram transportados por dois deputados encarregados de visitar Fidel no local onde está internado.
A reunião da Assembléia foi iniciada com uma mensagem da presidente da Comissão Nacional Eleitoral, María Esther Reus, às 10h locais (12h de Brasília).
Em seus 32 anos de existência, os cubanos viram o Conselho de Estado reunido publicamente apenas uma vez, quando, a pedido de Fidel Castro, cada um de seus membros confirmou com a mão erguida diante das câmeras de televisão a sentença de morte para o general Arnaldo Ochoa, herói da República de Cuba acusado de tráfico de drogas e fuzilado em julho de 1989.


