Agência Estado
Por mais de duas décadas, José Ramos Horta castigou a Indonésia por sua invasão e domínio do Timor Leste, recebendo o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços. Ontem, ao desembarcar em Jacarta depois de 24 anos, ele encontrou um país mudado e também parecia um outro homem. Depois da renúncia de Suharto há pouco mais de um ano, B. J. Habibie, seu sucessor, instituiu reformas e concordou que os 800 mil habitantes do Timor Leste escolham entre a independência e a autonomia num referendo marcado para agosto. Ramos Horta estava mais conciliador neste sábado. ‘‘Estou feliz por estar aqui e agradeço ao governo indonésio. Sinto-me muito feliz por chegar a uma nova Indonésia pós-Suharto.’’ Ele não irá ao Timor Leste nesta viagem, mas buscará permissão para visitar a região em julho ou agosto.

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