Ramos-Horta diz que os massacres foram planejados
France Presse
De Auckland, Nova Zelândia
O líder da resistência timorense, José Ramos-Horta, chegou nesta quinta-feira a Auckland, na véspera da reunião do Foro de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em busca do apoio dos líderes mundiais para deter a violência em Timor Leste.
Ramos-Horta que recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1996, junto com monsenhor Felipe Belo, bispo de Dili estava nos Estados Unidos, onde relatou a difícil situação de Timor Leste nas Nações Unidas.
Ramos-Horta chegou a Auckland com o líder do Conselho Nacional para a Resistência Timorense, João Carrascalão.
O líder timorense afirmou que os soldados indonésios estão comprometidos há meses com uma matança sistemática do povo em Timor Leste.
Os fatos sangrentos que ocorrem no momento em Timor Leste foram planejados durante meses por militares indonésios para as milícias contrárias à independência, afirmou Ramos-Horta.
Isto foi planejado e ordenado há vários meses; não tem nada a ver com as milícias, que de qualquer modo não são compostas por timorenses, mas por indonésios que se fazem passar por timorenses.
Dezenas de milhares de pessoas, na maioria mulheres e crianças, vão morrer de fome e doenças se a ONU não agir imediatamente, advertiu Ramos-Horta.





