O Aid el Fitr, a festa que marca o final do mês de jejum muçulmano de Ramadã, começou ontem na Líbia e prossegue hoje na maioria dos países do Oriente Médio. A festa, que coincide este ano com a escalada militar entre israelenses e palestinos, será celebrada hoje no Egito, na Arábia Saudita, no Iraque e nos territórios palestinos.

O Aid el Fitr também será festejado hoje em Qatar, Bahrein, Kuwait, Iêmen e nos Emirados Árabes Unidos, cujo presidente, o xeque Zayed ben Sultan al-Nahyan, anistiou nesta ocasião a 1.037 presos.

No Líbano, as autoridades religiosas das duas principais comunidades muçulmanas, xiita e sunita, anunciaram a festa para hoje.

Durante o mês de Ramadã, os muçulmanos que gozam de boa saúde devem se abster de comer, beber, fumar e manter relações sexuais desde o amanhecer até o pôr-do-sol.

Em Foz do Iguaçu, a comunidade islâmica, a segunda maior do Brasil e a maior do Paraná, celebra hoje o fim do Ramadã na Mesquita Omar Ibn Khatah. A colônia, estimada em 12 mil imigrantes e descendentes, está atrás apenas de São Paulo. Cerca de 200 mulçumanos devem comparecer no templo para a única oração do dia, às 7 horas. Depois, os fiéis podem encerrar o jejum.

O fim do nono mês lunar será marcado com a entrega de 700 cestas básicas para 15 entidades assistenciais e 200 famílias carentes. A prática segue os ensinamentos para adeptos da religião em todo o mundo, inclusive pelos árabes da tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina). (Colaborou Alexandre Palmar, de Foz do Iguaçu)

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