São Paulo - O Paquistão precisa expurgar de seu serviço secreto simpatizantes do extremismo islâmico, afirmou ontem a porta-voz do governo, Sherry Rehman. O pedido responde acusações de que a principal agência de inteligência do país, o ISI, esteja envolvida no atentado contra a Embaixada da Índia em Cabul, que matou 58 pessoas em julho. A suspeita indiana, que a Chancelaria paquistanesa rejeita, foi endossada nesta semana por agentes da CIA ouvidos pelo ‘‘New York Times’’.
  As reportagens do ‘‘Times’’ afirmam que um alto funcionário da CIA apresentou ao Paquistão provas da ligação de agentes do ISI com militantes da Al Qaeda e do envolvimento no ataque de Cabul. Informações sobre o dossiê também foram vazadas por fontes americanas à imprensa paquistanesa.
  Segundo o ‘‘Dawn’’, um dos mais influentes jornais do Paquistão, o chefe da CIA, Michael Hayden, pressionou o premiê Yousuf Raza Gilani a tomar uma atitude contra a infiltração de extremistas no ISI, durante sua visita aos Estados Unidos, nesta semana. ‘‘Alguns dos dados do dossiê da CIA eram tão definitivos que os paquistaneses não podiam negar’’, disse uma autoridade não identificada ao jornal.

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