Gaza O movimento radical palestino Jihad Islâmica reiterou ontem a ameaça de romper a trégua e voltar às armas para responder às ''agressões'' do exército israelense contra os palestinos.
''Advertimos o inimigo sionista que, se continuarem suas agressões, seremos obrigados a fazer a contagem regressiva e romper a trégua'' nos ataques antiisraelenses, informou em um comunicado.
A Jihad Islâmica reage dessa forma aos enfrentameite de quinta-feira entre guardas israelenses e detentos palestinos na prisão israelense de Shikma, no sul de Israel. Vários prisioneiros ficaram feridos, assim como cinco guardas.
A Jihad e outros grupos armados palestinos decretaram, em 29 de junho passado, uma trégua condicional e unilateral de três meses nos ataques antiisraelenses, e exigem em troca a libertação de todos os palestinos 6.000 segundo os palestinos - presos por Israel.
Prisões Os serviços de segurança palestinos prenderam, na manhã de ontem, dentro do quartel-general do dirigente Yasser Arafat, em Ramallah, Cisjordânia, vinte palestinos procurados por Israel, declarou à AFP um dirigeno em Gaza. Estasprisões ocorrem logo depois que o Governo dos Estados Unidos anunciou o envio ao Oriente Médio, na próxima semana, do emissário americano Williams Burns, e quando começam a aumentar as dificuldades em torno do projeto de aplicação do chamado ''mapa da paz''. ''Cerca de 20 palestinos procurados, a maioria residente na região de Ramallah, foram detidda Mukata'', nome árabe do lugar em que se situa o quartel-general de Arafat, indicou o dirigente que pediu para não ser identificado. Segundo este dirigente, as pessoas detidas serão transferidos para uma prisão de Jericó, na Cisjordânia.
Estas prisões foram realizadas por ordem do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat.
Pelo menos 14 dos militantes detidos são membros das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, grupo armado vinculado à Fatah. Um alto dirigente da Autoridades Palestina informou que essas prisões foram realizadas em virtude de um acordo com os americanos.
Os detidos iniciaram uma greve de fome.

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