Racismo, sionismo e escravidão, os temas destacados em Durban
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de agosto de 2001
ANSA<BR>De Durban, África do Sul 
Racismo, sionismo e reparação pelos danos causados pela escravidão são os temas dominantes na conferência da ONU inaugurada ontem em Durban, na África do Sul, em presença de 30 chefes de Estado, mais de 100 ministros e um total superior a mil delegados procedentes de mais de 130 países.
SIONISMO e RACISMOPor pressão da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Mary Robinson, os países que participam da Liga Árabe renunciaram a fazer constar dos textos escritos da conferência a equação ''sionismo igual a racismo''.
Uma resolução da ONU, de 1975, equipara o sionismo ao racismo e à discriminação racial; outra resolução, também da ONU, de 1991 revogou o paralelo.
REPARAÇÃO DE DANOS PELA ESCRAVIDÃOMuitos Estados africanos pedem que em Durban seja firmado um compromisso não só para reconhecer a escravidão como crime contra a humanidade como para que seja criado um mecanismo que permita aos descendentes dos escravos receberem uma compensação financeira pelos sofrimentos infligidos pelo Ocidente a seus antepassados.
A China também apoiou o pedido de indenização. Mas os EUA não estão dispostos a colaborar.
CASTASOutro tema se refere às formas de discriminação em curso dentro de diversas sociedades, como acontece por exemplo com as castas na Índia e com os rom (ciganos) na Europa.


