Rabbani rejeita presença estrangeira
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segunda-feira, 19 de novembro de 2001
France Presse<bR>de Teerã 
O presidente do Afeganistão reconhecido pelas Nações Unidas, Burhanuddin Rabbani, fez ontem um apelo em favor da ''reconciliação nacional'', rejeitando ''a presença de forças estrangeiras'' em seu país. Em declaração divulgada pela rádio estatal iraniana e apresentada como ''mensagem à nação'' afegã, Rabbani pediu para todas as partes encontrarem a unidade, deixando de lado a vingança e os conflitos étnicos.
Mais uma vez rejeitou ''a presença de forças estrangeiras no Afeganistão'', na mensagem em língua persa, destacando que o futuro do país deve ser ''determinado pelo povo afegão e sem a ingerência externa''.
Segundo Rabbani, é o povo quem deve decidir seu futuro porque as soluções impostas do exterior não têm eficácia. ''Todas as partes devem dar as mãos para reconstruir o país arruinado'', disse. ''Devemos todos contribuir para a reconstrução do Afeganistão destruído, evitar a agressão externa e impedir que o país se transforme em ninho da ingerência estrangeira'', acrescentou.
Rabbani, expulso de Cabul pelos talebans em 1996, mas reconhecido atualmente pela ONU como presidente, entrou sábado em Cabul, prometendo um governo multiétnico no Afeganistão desde que possível. A Aliança do Norte respondeu positivamente ao apelo da ONU para a realização de uma conferência interafegã. Francesc Vendrell, assessor do representante especial da ONU para o Afeganistão, Lakhdar Brahimi, chegou sábado a Cabul para debater um governo pós-taleban.


