Quirguistão reforça fronteira
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segunda-feira, 16 de maio de 2005
Folhapress 
São Paulo - O Quirguistão reforçou a vigilância da fronteira com o Uzbequistão para tentar evitar a saída de centenas de uzbeques que querem escapar da violência que atinge o país. Até o momento, números não-oficiais dão conta de mais de 500 mortos, desde a última sexta-feira. O ministro do Interior uzbeque, Zakir Almatov, afirmou que o número de mortos é de cerca de 70.
Segundo Zhánsh Rustenbékov, ministro interino do Quirguistão para Situações de Emergência, atualmente em território quirguiz encontram-se 537 cidadãos uzbeques, que foram instalados em tendas, e recebidos como refugiados. Mas o controle foi redobrado em Karasu, cidade que fica entre a fronteira dos dois países. Após o fim da União Soviética, em 1991, uma parte da cidade foi incorporada ao Uzbequistão e o resto permanece sob o comando quirguiz.
Desde sábado, a situação é muito tensa em ambos os lados de Karasu, por causa da chegada de refugiados e feridos procedentes de Andijan, principal foco do conflito no Uzbequistão, localizada apenas a 35 quilômetros da cidade fronteiriça. O Exército uzbeque entrou em confronto direto na sexta-feira com manifestantes que invadiram o prédio da administração pública em Andijan, e um presídio local.
Um dos principais motivos dos protestos de sexta-feira eram os processos contra 23 pessoas que foram acusadas de propagar idéias ''radicais islâmicas''. Isso teria provocado o levante da população contra o governo, frequentemente acusado de desrespeitar os direitos humanos. Na parte uzbeque de Karasu também houve o registro de vários incidentes. Veículos da polícia foram incendiados, além de vários postos fronteiriços.


