São Paulo - A oposição do Quirguistão tomou ontem controle do governo em Bishkek, a capital do país da Ásia central, após dias de protestos violentos, e o presidente Askar Akayev parece ter deixado o território quirguiz, embora a informação não tenha sido confirmada.
Milhares de manifestantes foram impedidos de entrar na Casa Branca, a sede do governo, em sua primeira tentativa. Porém, em seguida, a polícia abriu caminho, e os manifestantes conseguiram invadir o imóvel, enquanto diversas poças de sangue eram vistas na praça principal da capital.
Um porta-voz do líder oposicionista Kurmanbek Bakiev afirmou que o premiê Nikolai Tanayev tinha concordado em renunciar. ''O presidente desapareceu, e o premiê entregou sua renúncia'', afirmou Serguei Benisovich, referindo-se à suposta fuga de Akayev. Especula-se que ele tenha ido, de helicóptero, à Rússia, país que apoiava seu governo.
''Por conta disso, Bakiev assumiu total responsabilidade por qualquer coisa que ocorrer no país'', acrescentou Benisovich. Mais tarde, porém, o Parlamento apontou o deputado oposicionista Ishenbai Kadyrbekov para o posto de presidente interino e Bakiev para o de premiê. Eles deverão organizar eleições.
A Rússia expressou forte preocupação com a situação.
Já a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, afirmou que o levante pode ser uma ''história de sucesso democrático''.

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