Buenos Aires Argentina não difere do Brasil por causa da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), afirmou ontem o chefe de gabinete do governo de Néstor Kirchner, Alberto Fernández, em declarações feitas a várias emissoras de rádio portenhas.
Fernández destacou que qualquer adesão do país à Alca se dará no contexto ''de um ingresso regional'' dos países do Mercosul e seus associados Chile e Bolívia.
No mesmo sentido, o chanceler Rafael Bielsa disse segunda-feira em Monterrey, na Cúpula das Américas, que o governo argentino prefere ''chegar tarde mas chegar bem à Alca''.
''O ingresso na Alca tem que significar o fim das assimetrias dos países membros'', insistiu o chefe de gabinete argentino ao assinalar que, ''quando as exigências argentinas também forem atendidos, então será o tempo de se incorporar à Alca, do contrário continuaremos discutindo''.
Destacou também que a incorporação da Argentina à Alca ''não supõe exclusividade'' nas relações comerciais, ao lembrar que o governo de Kirchner ''acredita nas relações com todas as nações do planeta''.

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