O parlamento queniano aprovou ontem por unanimidade uma lei que permite a compra de medicamentos contra a Aids do Brasil a preços mais baixos, convertendo-se, assim, no segundo país, depois da África do Sul, a adotar uma legislação deste tipo. A lei permite a compra de medicamentos genéricos diretamente dos governos, sem necessariamente ter de adquiri-los das companhias farmacêuticas internacionais.
Os deputados aprovaram também a distribuição de remédios genéricos doados pelo Brasil e que, com um valor simbólico, foi entregue a um orfanato do bairro de Nyumbani, em Nairóbi, que cuida de crianças soropositivas.
O primeiro paciente tratado foi um menino órfão, que passou a tomar ontem o AZT genérico – zidovudin – fabricado pela firma brasileira Lafepe e doado pelo Governo brasileiro. O estabelecimento utilizava antes versões patenteadas deste medicamento, compradas por cerca de 500 dólares por mês no mercado local. Com o preço, apenas algumas crianças podiam ser tratadas.
Até agora no Quênia, um dos países mais pobres do mundo, praticamente nenhum paciente tinha condições de comprar os medicamentos para combater a Aids devido aos altos preços. Com esta nova lei, a situação deverá melhorar, segundo analistas.

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