O primeiro turno das eleições presidenciais do domingo revelou uma queda na votação do favorito Alejandro Toledo, a ressurreição política do ex-presidente Alan García e o enterro do ‘‘fujimorismo’’.
Toledo, um economista de 55 anos, filiado ao centrista partido Peru Possível, teve uma queda em seu percentual de votos em relação ao primeiro turno das eleições de abril de 2000, nas quais enfrentou o então presidente Alberto Fujimori e obteve 40,2% dos votos. No entanto, os resultados por ele obtidos até o início da tarde de ontem lhe davam em torno de 36% dos votos – porcentagem que deve ter caído como um balde de água fria sobre o candidato, que antecipou que iria superar os 51% para evitar um segundo turno.
Para o analista Carlos Tapia, a queda de Toledo se explica pelo fato de ele ter sido ‘‘uma criação das forças democráticas do país como líder antifujimorista. Não foi criado para ser uma figura presidencial’’.
Em compensação, surpreendeu o fato de o ex-presidente García obter o segundo lugar, considerando-se que seu governo (de 1985 a 1990) foi acusado de corrupção, de ter provocado uma hiperinflação e de ter sido incapaz de controlar o terrorismo. Ao que parece, García, de 51 anos, líder do Partido Aprista peruano, tirou proveito de seus dotes como orador e de suas denúncias de ter sido perseguido pelo regime de Fujimori. Em 1992, ele escapou da prisão no Peru e se refugiou na Colômbia.

mockup