São Paulo - As 170 pessoas que estavam no Tupolev Tu-154 russo que caiu ontem no leste da Ucrânia morreram. ''Todos morreram'', disse a porta-voz ministerial Irina Andrianova. Dos 170 passageiros, 45 eram crianças, informou a companhia aérea Pulkovo, de São Petersburgo. Segundo um representante da Pulkovo, 39 crianças de até 12 anos e seis bebês com menos de dois anos viajavam no avião. Elas voltavam com suas famílias das férias escolares. Até o final da noite de ontem, não havia informações a respeito de sobreviventes.
O vôo da Pulkovo viajava de um resort em Anapa, no mar Negro, a São Petersburgo (Rússia). Foram encontradas partes do avião perto da cidade ucraniana de Donetsk, 640 quilômetros a leste de Kiev, segundo a agência RIA-Novosti.
O avião russo perdeu a comunicação com a torre de controle dois minutos após enviar uma mensagem pedindo socorro, segundo fontes de serviços de emergência russos. Ao menos 170 pessoas 160 passageiros e 10 tripulantes estavam a bordo. Há informações não confirmadas de que os tripulantes seriam 11.
Segundo autoridades russas o avião se incendiou no ar e problemas meteorológicos seriam a provável causa do acidente. A possibilidade de ataque terrorista já teria sido descartada, de acordo com agências de notícias locais.
No dia 8 de julho, 131 pessoas morreram depois que um avião russo derrapou na pista de aterrissagem, bateu contra uma barreira de concreto e uma garagem e se incendiou em Irkutsk, na Sibéria. O acidente feriu 55 pessoas, segundo o Ministério de Situações de Emergência da Rússia.
No dia 2 de maio, um avião procedente de Yerevan caiu no mar Negro, a menos de 6 quilômetros de Adler, o aeroporto do balneário russo de Sochi, seu ponto de destino. A tripulação realizava uma segunda tentativa de aterrissagem de emergência. Todas as 113 pessoas que estavam a bordo morreram.

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