Cidade do Vaticano- O Papa Bento XVI celebrou ontem a tradicional missa de Ramos, que marca o início da Semana Santa para os cristãos, na Praça de São Pedro do Vaticano, e aproveitou a ocasião para pedir o fim da violência no Iraque.
A missa, acompanhada por milhares de fiéis, teve início com a procissão dos ramos de oliveira.
O domingo de Ramos, o primeiro dia Semana Santa, comemora no cristianismo a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, onde foi recebido por uma multidão entusiasmada que agitava ramos de oliveira, a poucos dias da Páscoa judaica.
A jornada precede, segundo os Evangelhos cristãos, a prisão, morte na cruz e ressurreição de Jesus.
Durante a benção do Angelus, o Sumo Pontífice pediu ainda o fim da violência no Iraque no que chamou de ''um grito do coração'', três dias depois da morte do arcebispo caldeu de Mossul, Faraj Rahou.
''Que parem os massacres, a violência e o ódio no Iraque'', disse em tom severo o Papa, durante a oração que encerrou a missa de Ramos.
Bento XVI se dirigiu diretamente ao povo iraquiano: ''Há cinco anos sofre as consequências de uma guerra que provocou a desintegração de sua vida civil e religiosa. Levantem a cabeça e sejam, vocês mesmos, os primeiros a reconstruir seu país''.
Ao lembrar Faraj Rahou e sua morte trágica, o Papa recordou seu ''belo testemunho de fidelidade a Jesus Cristo, à Igreja e a seu povo, o qual, apesar das ameaças, não quis abandonar''.
O corpo do arcebispo caldeu, de 65 anos, foi encontrado na última quinta-feira depois de um sequestro de duas semanas.
O corpo havia sido enterrado perto da cidade de Mossul, 370 km ao norte de Bagdá, uma área considerada um reduto da rede terrorista Al-Qaeda. Ainda não se sabe se o religioso faleceu de morte natural em cativeiro ou se foi assassinado.

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