Quatro soldados do EUA são encontrados mortos
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segunda-feira, 21 de junho de 2004
Agência Folha 
Bagdá - Quatro soldados americanos foram encontrados mortos a oeste de Bagdá (capital do Iraque), aparentemente assassinados em um ataque por rebeldes iraquianos. Rebeldes levaram testemunhas ao local em que os corpos foram encontrados, um prédio na cidade de Ramadi. Os corpos ensanguentados de quatro soldados estavam espalhados pelo chão, cercados de equipamentos.
Ainda não estava claro quando os soldados foram mortos. Eles não estavam com os capacetes ou uniformes que geralmente são usados por soldados americanos em missão.
O Exército dos EUA não comentou as mortes, que elevam para 619 o número de soldados americanos mortos em ação desde o início da guerra no Iraque, em março do ano passado.
Rebeldes, incluindo supostos seguidores de Saddam Hussein, nacionalistas su© nitas e combatentes estrangeiros, provocaram o caos no Iraque antes da transferência formal da soberania a um novo governo interino no dia 30 de junho.
Ramadi faz parte do chamado Triângulo Sunita, a oeste de Bagdá, um dos principais focos de resistência à ocupação dos EUA e de apoio ao antigo regime do ex-ditador Saddam Hussein.
Torturas - Os advogados dos soldados acusados de abusos contra presos iraquianos poderão interrogar os cinco comandantes de maior patente do exército americano no Iraque. ''Os advogados terão acesso aos generais John Abizaid, Ricardo Sánchez, seu adjunto Thomas Metz, o chefe dos serviços penitenciários Geoffrey Miller e a chefe dos serviços de inteligência da coalizão Barbara Fast'', afirmou a coronel Jill Morgenthaler.
O general Abizaid é o chefe do Comando Central (Centcom) e o general Sánchez, o chefe das forças terrestres da coalizão no Iraque. ''Também poderão interrogar outros membros da rede de comando'' das forças americanas no território iraquiano, afirmou.
Segundo a edição de 21 de maio do jornal ''The Washington Post'', que citava um advogado militar de um dos detidos, o general Sánchez estava presente na prisão durante algumas ações. O Centcom desmentiu energicamente esta informação.
O presidente do tribunal militar americano, o coronel James Pohl, autorizou estes interrogatórios desde o início das audiências preliminares. Até o fim de julho, os advogados deverão chegar a suas conclusões e o magistrado decidirá se convoca uma nova sessão ou a corte marcial.


