O Quênia sofreu ontem o primeiro ataque com correspondência contaminada fora dos Estados Unidos, quando quatro membros de uma mesma família foram expostos ao bacilo do antraz que estava numa carta enviada dos Estados Unidos dia 8 de setembro, três dias antes dos atentados de Nova York e Washington, e que foi recebida em Nairóbi um mês depois.
Os quatro membros da família estão sob acompanhamento médico, depois do contato com um pó branco, cuja análise deu resultados positivos. A substância estava numa carta expedida de Atlanta (Georgia, sudeste dos Estados Unidos), anunciou o ministro de Saúde Pública do Quênia, Sam Ongeri.
A carta foi selada numa agência de correios da Flórida (sudeste dos Estados Unidos), acrescentou Ongeri.
Outras duas cartas suspeitas estão sendo examinadas.
Uma delas foi recebida quarta-feira por um funcionário do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUE), nas dependências do complexo da ONU na capital queniana. Essa carta tinha selos do Paquistão, acrescentou o ministro em entrevista à imprensa junto com o porta-voz da ONU no Quênia, Tore Brevick.
A outra foi enviada de Nairóbi, destinada a um empresário que a recebeu quarta-feira passada em Nyeri, cidade situada a 200 km a nordeste de Nairóbi, informou Ongeri sem mais detalhes.
A carta dirigida ao PNUE chamou a atenção porque os selos estavam colados de uma forma estranha e o endereço era tampouco habitual, explicou Brevik.

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