Quatro fotógrafos foram denunciados
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terça-feira, 02 de setembro de 1997
France Presse Paris 
France PresseEmoçãoPopulares ficam até 6 horas em fila para poder registrar, em vários livros, mensagens de condolênciasO juiz de instrução de Paris, Hervé Stephan, acusou ontem cinco pessoas por não-assistência a uma pessoa em perigo e homicídios involuntários, no contexto do processo aberto com a morte da princesa Diana, segundo fontes próximas ao caso.
Nicolas Arsov, da agência Sipa, Jacques Langevin, da agência Sygma, Laslo Veres, jornalista independente, Serge Arnal, fotógrafo da agência Stills, e Stephane Darmon, motociclista de imprensa, foram postos em liberdade depois de formalmente acusados.
Os acusados não poderão abandonar o território francês, segundo a fonte.
Um dos denunciados, Jacques Langevin, é conhecido por suas fotos da repressão da praça chinesa de Tiananmen. Seu chefe, o diretor da Sygma, Hubert Henrotte, o defendeu dizendo: Asseguro, com toda contundência, que Langevin não tem nada a ver com esta história. Nessa noite estava de plantão, e, como muitos outros companheiros, tirou tranquilamente fotos do hotel Ritz, onde se encontrava Diana, disse ao jornal Le Monde.
AdvertênciaA Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) advertiu ontem contra a votação de leis que limitem a liberdade de imprensa devido à morte de Lady Di, e indicou que pretende organizar no mês próximo em Londres um seminário sobre o papel da mídia.
Essas leis, além de serem adotadas precipitadamente, podem ser arbitrárias e pôr limites inaceitáveis à liberdade de imprensa, frisou a FIJ em um comunicado.
Reconstituição Os investigadores franceses puderam reconstituir, ontem, com maior precisão as circunstâncias do acidente no qual a princesa Diana, seu motorista e seu acompanhante Dodi Al Fayed morreram.
Várias testemunhas foram ouvidas pelos policiais da Brigada Criminal encarregada desta investigação, além dos interrogatórios dos sete fotógrafos detidos durante 48 horas, segundo fontes próximas à investigação.
A reconstituição do acidente começa na zero hora de domingo, no Hotel Ritz de Paris, do qual o casal se retirou ao final de um jantar para voltar à residência particular de Al Fayed.
Cerca de vinte fotógrafos estavam presentes diante do luxuoso hotel. O casal fez uma saída discreta para tentar evitá-los. Aparentemente, foi Dodi Al Fayed quem organizou as operações, segundo as fontes, num clima confuso e numa situação tensa. Ele decidiu enganar os fotógrafos, pois o motorista habitual de Al Fayed saiu a toda velocidade do Ritz, a bordo de um veículo de marca Range Rover.
A princesa Diana, seu guarda-costas Trevor Rees Jones e Dodi Al Fayed, pouco depois, entraram num Mercedes 280 S.
O guarda-costas sentou-se no banco da frente e o casal atrás. O motorista era Henri Paul, de 41 anos, ex-militar e número 2 da segurança do Ritz.
O carro seguiu pela margem do Sena e depois entrou no túnel que passa debaixo da Ponte das Almas. O acidente ocorreu quando o carro se chocou de frente com uma pilastra do túnel.


