O primeiro tremor foi sentido até na capital do país, Tóquio. ''Quase desmaiei de tanto medo'', disse Ritei Wakatsuki, funcionário de uma loja em Kashiwazaki.
''Primeiro houve um forte choque vertical depois ficamos sentindo tremores de um lado para o outro por um longo tempo. Eu não conseguia ficar de pé, prateleiras caíram e tudo ficou jogado'', contou Harumi Mikami, 55, uma professora que estava em sua escola em Kashiwazaki, perto do foco do terremoto da manhã.
Muitas casas, a maioria de madeira, desabaram. Crateras foram abertas nas rodovias e o teto de um templo caiu. O noroeste do Japão sofreu um terremoto que matou 65 pessoas há três anos. Ontem, bombeiros continuavam tentando resgatar uma mulher cuja voz foi ouvida entre as ruínas de uma casa que desabou na região, informou a NHK.
Cerca de 1.700 pessoas fugiram de suas casas para cerca de cem abrigos. Os serviços de trens foram interrompidos no norte do Japão devido ao tremor inicial. Um dos trens que estava viajando na hora do terremoto saiu dos trilhos, mas a mídia informou que não há feridos.
A energia e o gás foram cortados de várias casas e a NHK afirmou que 37 mil moradias ficaram sem água. ''Temos tanques de água que podem durar por dois dias, mas não sabemos quando o sistema vai voltar a funcionar'', disse Reiko Nakao, que trabalha em um hotel na vila de Kariwa.
Alertas contra tsunamis chegaram a ser lançados no país após o primeiro terremoto, mas mais tarde foram suspensos sem registro de ondas gigantes.
Em outubro de 2004 Niigata foi atingida por um terremoto da mesma magnitude do tremor de ontem. Há três anos, no entanto, o resultado foi pior: 65 mortos e mais de 3.000 feridos.
O governo do premiê do Japão, Shinzo Abe, constituiu gabinete especial para lidar com o terremoto, que danificou ao menos 350 edifícios.(F.P.)

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