Quase 500 atacados com seringas em Xinjiang
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quinta-feira, 03 de setembro de 2009
Agência Estado 
Pequim - Pelo menos 476 pessoas relataram ter sido vítimas de ataques com seringas supostamente contaminadas nas últimas duas semanas na província chinesa de Xinjiang, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pela imprensa oficial do país. A polícia local informou que 15 pessoas foram detidas sob suspeita de terem cometido as agressões, aparentemente motivadas por questões étnicas. Os ataques provocaram um amplo protesto contra o secretário-geral do Partido Comunista da província, Wang Lequan, que está há 14 anos no cargo. Identificado com a linha dura do partido, Wang sobreviveu no posto mesmo depois de Urumqi, capital de Xinjiang, ter registrado um dos mais graves conflitos étnicos da história da China, que deixou 197 mortos e 1.600 feridos em 5 de julho.
Segundo a agência de notícias Associated Press, mais de 10 mil pessoas saíram às ruas da cidade hoje portando bandeiras da China e gritando palavras de ordem contra Lequan. Segundo a agência Nova China, os protestos tiveram início depois que uma menina de cinco anos foi vítima de agressão com uma seringa contaminada.
A maioria dos que saíram às ruas era de chineses han, a etnia à qual pertencem 433 dos 476 dos que teriam sido atacados com seringas, segundo informações oficiais.


