Independente de conseguir chegar à Suíça, o africano Nahom Aron considera-se feliz por estar na Itália. "Qualquer lugar é melhor que o meu país", afirma, manifestando o desejo de conseguir um trabalho. Ex-colônia italiana, a Eritreia permanece uma das últimas ditaduras africanas. Por mês, cerca de dois mil eritreus abandonam o país – uma média de 70 por dia. São sobretudo jovens, cuja principal motivação é o serviço militar permanente. De acordo com dados do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, dos seis milhões de habitantes, estima-se que 20% já emigrou. Mas nem todos conseguiram chegar à Europa. (B.F.)

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