Um dos quadros mais famosos do mundo, ''O Grito'', do pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944), foi roubado ontem em plena luz do dia do museu Munch de Oslo, de onde três indivíduos armados e mascarados levaram também ''Madonna'', outra obra do mesmo artista, informou a polícia norueguesa.
''O Grito'' - uma representação da angústia moderna, que é considerado uma das obras fundamentais do expressionismo - ''foi roubado à mão armada'' pouco depois da abertura do museu, segundo um oficial da polícia. ''Posso confirmar que houve roubo à mão armada. Os criminosos ameaçaram um empregado com uma arma e levaram as obras'', declarou Hilde Walssoe, responsável da polícia de Oslo. ''Os indivíduos, armados e com o rosto coberto, usaram um veículo preto na fuga'', acrescentou a fonte.
O museu Munch confirmou o roubo das duas obras, mas não fez comentários a respeito. Algumas testemunhas se declararam surpresas com as poucas medidas de segurança em torno das duas obras mais importantes do museu. Segundo elas, os ladrões simplesmente retiraram os quadros da parede, sem que nenhum alarme fosse ativado. No entanto, um porta-voz da polícia norueguesa, respondendo às críticas, afirmou que ''O Grito'' estava conectado a um sistema de ''alarme silencioso''. Na caçada aos ladrões, a polícia de Oslo acionou os serviços de segurança nos aeroportos e nas fronteiras.

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