Pyongyang lança sexto míssil em três dias e ameaça Seul
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Folhapress 
São Paulo - A Coreia do Norte manteve ontem a provocação às críticas internacionais. Depois de lançar, pelo terceiro dia consecutivo, um míssil de curto alcance em sua costa leste, o regime de Pyongyang encerrou o armistício assinado em 1953, após a Guerra das Coreias, e ameaçou atacar a vizinha Coreia do Sul como retaliação por aderir à iniciativa americana contra o tráfico de armas de destruição em massa.
A imprensa norte-coreana relata ainda que o país retomou a atividade de produção de plutônio com fins militares.
O regime comunista, que argumenta estar defendendo sua segurança, ainda não afirmou o que pretende obter da comunidade internacional com tantos desafios às críticas -que incluem até mesmo a sua principal aliada China- e até mesmo a violação da resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que estuda agora um novo texto contra o país asiático.
A escalada da tensão começou com o teste nuclear anunciado na segunda-feira pelo regime norte-coreano e que originou uma grave crise internacional. No mesmo dia, o Conselho de Segurança concluiu que o segundo teste nuclear feito pela Coreia do Norte violou a resolução emitida pelo conselho em 2006, quando o regime norte-coreano fez seu primeiro teste nuclear.
Analistas afirmam que a Coreia do Norte quer pressionar Washington e o governo do novato Barack Obama para ter uma posição privilegiada ao exigir o fim das sanções econômicas e o reconhecimento diplomático na mesa de negociações pela desnuclearização.
A Coreia do Norte ameaçou ontem atacar a Coreia do Sul como reação assim à decisão tomada ontem por Seul de aderir à iniciativa americana contra o tráfico de armas de destruição em massa (PSI, na sigla em inglês), que permite a abordagem de navios suspeitos.
A Coreia do Norte anunciou que responderá com um ataque militar se seus navios forem interceptados e que também não garante a segurança dos navios estrangeiros no mar Ocidental (mar Amarelo), onde em anos recentes os dois países mantiveram confrontos armados.


