Pyongyang impede acesso a fábrica conjunta
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de abril de 2013
Folhapress 
São Paulo - A Coreia do Norte impediu ontem o acesso de trabalhadores sul-coreanos ao complexo industrial conjunto de Kaesong, em meio à tensão entre os dois países. Diante do impedimento, Seul ameaçou atacar caso seus funcionários estejam em risco.
O fechamento da fronteira para os funcionários do complexo é mais uma das ameaças dos norte-coreanos, que na semana passada disseram que poderiam fechar a área industrial. Kaesong é operada por mais de 120 empresas sul-coreanas e tem cerca de 54 mil funcionários norte-coreanos.
A instalação, que produziu US$ 470 milhões (R$ 940 milhões) em mercadorias, é uma das poucas fontes de renda do país comunista. Trata-se do último projeto conjunto da cooperação entre as duas Coreias, que começou a ser cortada após o primeiro teste nuclear, em 2006.
Segundo o Ministério da Unificação da Coreia do Sul, o acesso aos 484 funcionários que planejavam viajar ao complexo hoje não puderam ultrapassar a fronteira. Outros 33 operários sul-coreanos que estavam em Kaesong conseguiram voltar. Seul afirma que há 860 funcionários do país na área industrial.
Ainda não há informações sobre se os sul-coreanos que estão em Kaesong poderão voltar ao país. O regime da Coreia do Norte não se pronunciou sobre o incidente, mas havia ameaçado no sábado fechar o complexo se Seul não diminuísse o tom em relação ao regime de Kim Jong-un.
Horas após o impedimento, o ministro de Defesa sul-coreano, Kim Kwan-jin, disse que o Exército do país vai responder "com força" caso a segurança dos sul-coreanos no complexo industrial estiver ameaçada. Ele disse que pode destruir 70% da primeira linha das Forças armadas norte-coreanas em cinco dias.
Reações
Após a nova ameaça dos norte-coreanos, Rússia e China voltaram a pedir calma às Coreias. O vice-ministro das Relações Exteriores chinês, Zhang Yesui, pediu calma e contenção aos países e reforçou o interesse de Pequim na paz da região.


