Seul A Coréia do Norte anunciou ontem sua retirada imediata do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), em um comunicado do governo, citado pela agência oficial Korean Central News Agency (KCNA), enquanto Estados Unidos e Pyongyang reiniciaram o diálogo com um encontro extra-oficial na noite de quinta-feira em Novo México (Sudoeste dos Estados Unidos). A reunião foi realizada entre Bill Richardson, ex-embaixador de Washington nas Nações Unidas, e um representante de Pyongyang nessa Organização.
''O Governo da República Democrática Popular da Coréia anunciou hoje em um comunicado sua retirada do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e sua total liberdade em relação às obrigações contidas no acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea)'', disse a KCNA, ontem. Pyongyang firmou em 1992 com a Aiea os acordos de salvaguarda do TNP relativos à inspeção das atividades e material nucleares.
Richardson, novo governador de Novo México, convidou o representante permanente adjunto de Pyongyang na ONU, Han Son Ryol, para uma refeição em sua residência de Santa Fé, capital desse Estado do Sudoeste dos Estados Unidos, informou um assessor do governador. A reunião durou cerca de duas horas.
Washington, por sua vez, não reagiu de forma imediata ao anúncio norte-coreano. ''Estamos estudando o assunto'', disse um alto funcionário.
''No comunicado, o Governo da República Popular Democrática da Coréia rechaça com veemência a resolução da Aiea do dia 6 passado, considerando-a ''um grave atentado'' contra sua soberania e ''contra a dignidade da nação coreana'', segundo a KCNA.
O comunicado adianta: ''Como os Estados Unidos tentam permanentemente e a qualquer preço sufocar a Coréis do Norte (RPDC) e a Aiea é utilizada como um instrumento da política norte-americana, não podemos continuar vinculados ao TNP e permitir que sejam solapadas a segurança e a dignidade de nossa nação''.
O Governo sul-coreano reuniu em caráter urgente seu conselho de segurança.

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