São Paulo - O premiê da Rússia, Vladimir Putin, prometeu ontem punir os responsáveis pelo atentado de ontem que matou ao menos 35 e deixou mais de 180 feridos no Aeroporto Domodedovo, em Moscou.
A polícia, que já havia falado em um homem-bomba, investiga agora a possibilidade do ataque ter sido cometido por uma mulher-bomba, como nos atentados do ano passado contra o metrô da capital russa.
''Este é um crime abominável tanto em sua falta de sensibilidade quanto em sua crueldade'', disse Putin, em um encontro de ministros em Moscou. ''Não tenho dúvidas de que o crime será descoberto, e a represália é inevitável. A tarefa do governo é estender o apoio aos familiares dos mortos e feridos'', completou.
As autoridades de Moscou declararam ontem um dia de luto pelas vítimas do ataque, disse um porta-voz da Prefeitura de Moscou. ''Em memória das vítimas do ataque terrorista de 24 de janeiro no Aeroporto Domodedovo, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, anunciou um dia de luto'', disse o porta-voz. As bandeiras serão hasteadas a meio-mastro na região de Moscou. Os programas de entretenimento serão cancelados no rádio e na TV e concertos serão adiados.
Putin e o presidente russo, Dmitri Medvedev, visitaram ontem os feridos no atentado. Mais de cem pessoas foram hospitalizadas. Medvedev visitou o Hospital Skifilovsky, onde 11 vítimas estão internadas. Putin foi ao Hospital Vishnevsky, onde desejou uma recuperação tranquila aos feridos.

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